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Economia

Caixa firma TAC para compensar vítimas de perseguição de ex-diretor

Durante gestão de Pedro Guimarães, ex-diretor foi denunciado por assédio moral por colaboradores da empresa.

Da Redação

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Atualizado às 16:04

Os empregados da Caixa Econômica Federal vítimas de perseguição durante a gestão do ex-presidente do banco, Pedro Guimarães, terão vantagem nas disputas em processos seletivos. A Caixa assinou um termo de ajuste de conduta com o MPT/DF.

Pelo TAC, o tempo de experiência a ser considerado nos PSI - processos seletivos internos da Caixa para funções gratificadas e cargos comissionados aumentou de cinco para dez anos. Isso ocorreu para que empregados que perderam cargos de confiança e foram remanejados para agências entre 2019 e 2022 possam ser avaliados pela experiência acumulada antes de sofrerem perseguição.

 (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Pedro Guimarães virou réu por denúncias de assédio sexual e moral feitas por funcionárias da Caixa.(Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“Essa era uma demanda das entidades associativas e dos sindicatos para que se fizesse justiça aos empregados que foram perseguidos pelo ex-presidente do banco, Pedro Guimarães. A experiência desses trabalhadores, acumulada durante anos de serviços, é essencial para a Caixa, e o TAC garantirá que essa experiência seja contabilizada no processo de seleção”, destacou a Fenae - Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa, em nota.

Além da Fenae, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro participou das negociações e da audiência de assinatura do TAC. A íntegra do acordo pode ser vista aqui.

Durante a gestão de Pedro Guimarães, que renunciou ao comando da Caixa após denúncias de assédio moral, diretores e superintendentes do banco foram transferidos de forma arbitrária para agências. Segundo a Fenae, as transferências foram vistas como perseguição a empregados que ocupavam cargos estratégicos em governos anteriores.

Válido para todos os empregados do banco, independentemente de terem sofrido assédio, o prazo de dez anos de experiência será aplicado nos processos seletivos institucionalizados na Caixa, como o PSI tradicional, a formação de banco de sucessores e o Experiência Oportunidade Caixa.

O TAC também aumentou, de três para cinco anos, o aproveitamento da experiência do empregado em processos de transferência entre funções comissionadas sem processo seletivo. Nesses casos, o funcionário é remanejado para uma função de igual ou de menor remuneração. Segundo o acordo, o prazo maior dá mais flexibilidade aos trabalhadores destituídos das funções para realocações e para a retomada da carreira profissional.

Histórico

Em março do ano passado, Guimarães virou réu por denúncias de assédio sexual e moral feitas por funcionárias da Caixa. A ação tramita sob sigilo, e a defesa do executivo nega as acusações.

Em uma outra ação, movida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a Caixa foi condenada a pagar R$ 3,5 milhões de indenização por um evento no interior de São Paulo em que Guimarães obrigou funcionários a fazer flexões em estilo militar.

Em abril do ano passado, a Caixa fechou um acordo com o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal para pagar uma indenização de R$ 10 milhões para encerrar a denúncia das funcionárias. O acordo evitou que a instituição financeira pagasse multa de até R$ 300 milhões. Na ocasião, a Caixa informou que cobraria de Pedro Guimarães, na Justiça, o dinheiro das indenizações.

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Os empregados da Caixa Econômica Federal que foram vítimas de perseguição durante a gestão do ex-presidente do banco, Pedro Guimarães, terão vantagens em processos seletivos internos. A Caixa assinou um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal.

Segundo o TAC, o tempo de experiência a ser considerado nos processos seletivos internos da Caixa para funções gratificadas e cargos comissionados aumentou de cinco para dez anos. Isso visa permitir que os empregados que perderam cargos de confiança e foram remanejados para agências entre 2019 e 2022 sejam avaliados pela experiência acumulada antes de sofrerem perseguição.

O prazo de dez anos de experiência será aplicado nos processos seletivos institucionalizados na Caixa, como o PSI tradicional, a formação de banco de sucessores e o Experiência Oportunidade Caixa.

Além disso, o TAC aumentou de três para cinco anos o aproveitamento da experiência do empregado em processos de transferência entre funções comissionadas sem processo seletivo.

Esse acordo foi uma demanda das entidades associativas e sindicatos para garantir justiça aos empregados que foram perseguidos durante a gestão de Pedro Guimarães. Durante esse período, diretores e superintendentes do banco foram transferidos de forma arbitrária para agências, o que foi visto como perseguição a empregados que ocupavam cargos estratégicos em governos anteriores. O prazo maior para considerar a experiência busca dar mais flexibilidade aos trabalhadores destituídos de funções para realocações e retomada da carreira profissional.

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