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Penhora

STJ: É ônus do executado provar pequena propriedade rural e exploração

Ônus da prova de que a pequena propriedade rural é trabalhada pela família é do executado.

Da Redação

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Atualizado às 15:35

A 2ª seção do STJ definiu que é ônus do executado comprovar que propriedade se enquadra no conceito legal de pequena propriedade rural, como também que o imóvel penhorado é explorado pela família.

No caso, discutiu-se sobre qual das partes recai o ônus da prova de que a pequena propriedade rural é trabalhada pela família e se a proteção da impenhorabilidade subsiste mesmo que o imóvel tenha sido dado em garantia hipotecária.

Para a relatora, ministra Nancy Andrighi, é ônus do executado/devedor comprovar, não só que o imóvel penhorado se enquadra no conceito legal de pequena propriedade rural, como também que é voltado à exploração para subsistência familiar.

 (Imagem: Freepik)

É ônus do executado provar pequena propriedade rural e exploração da família.(Imagem: Freepik)

A ministra ressaltou que as regras de impenhorabilidade do bem de família e da pequena propriedade rural, embora estejam fundadas na dignidade da pessoa humana, não se confundem.

"A jurisprudência do STJ dispensa o devedor de provar a inexistência de outros imóveis em seu patrimônio, atribuindo ao exequente o ônus de afastar a proteção da impenhorabilidade do bem de família mediante a demonstração de que o executado é proprietário de outros bens imóveis."

Mas, segundo a ministra, essa orientação é respaldada na ausência de previsão legal, exigindo que o bem imóvel penhorado seja o único que compõe o acervo patrimonial do devedor.

"Diferentemente, com relação à pequena propriedade rural, a lei é expressa ao exigir que seja trabalhada pela família. Não se trata, portanto, de um plus idealizado pela jurisprudência para prejudicar o pequeno trabalhador rural."

Em voto divergente, o ministro Luís Felipe Salomão sustentou a existência de presunção de que a pequena propriedade rural é trabalhada pela família, cabendo ao credor afastá-la.

O colegiado seguiu, por maioria, o voto da ministra Nancy Andrighi.

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